Livros



Livro 4: Santa Cruz de Goiás, a veneranda dama antiga do Sul goiano



Apresentação

A visibilidade de estudos, pesquisas e projetos de preservação e utilização do patrimônio histórico pode resultar em ações coletivas e individuais de melhoria da qualidade de vida no município.

Os pesquisadores ¹Hugo Leonardo Casimiro e Maria do Espírito Santo Rosa Cavalcante, em pesquisa em tese intitulada Mulheres negociantes em um porto do sertão, estudam a figura ímpar de Maria Emília, professora e ex-primeira dama do município de Santa Cruz de Goiás, de 1954 a 1958, destaca a importância econômica local:
Santa Cruz foi, durante praticamente todo o século XVIII e XIX, um importante entreposto entre os sertões dos goyazes e o litoral. Por ela, passava a “picada de Goiás” que ligava Cuiabá, Vila Boa, Meia Ponte ao Triângulo Mineiro (Sertão da Farinha Podre) e São Paulo. A estrada de ferro desviou o caminho para leste e a BR 153 para oeste. Santa Cruz ficou cravada nas serras entre o Rio do Peixe e o Rio Corumbá. Como uma dama antiga, altaneira, vigorosa, acrisolou-se nos contrafortes de sua própria idade e soube resistir ao abandono a que foi relegada pela incúria do passado. De uma das duas comarcas do Sul em início do século XIX, passou a um pequeno município. Ao seu redor cresceram novas cidades como Caldas Novas, Pires do Rio, Ipameri, Catalão, Piracanjuba, Silvânia. Esta localidade possui, entretanto, potencialidade adormecida tanto em termos de história/memória, quanto de sua utilização como atração e produção de bens.

            O parceiro de pesquisa, professor e pesquisador Bento Alves Araújo Jayme Fleury Curado também destaca sobre a importância literária e sentimental de Santa Cruz de Goiás, pesquisando as fontes de sua memória cultural...



[1] Historiador pela PUC-GO, mestre em Sociologia pela UFG, professor do IFG campus Jataí.
Maria do Espírito Santo Rosa Cavalcante, Pós Doutora História UFF, professora Titular PUC GO.


Para adquirir o livro entre em contato com a autora
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 Livro 3: Real e Imaginário: aspectos da cultura popular em Goiás

Comentado por: João Damasio

Imagino se o Real não é Imaginário. Os aspectos culturais transpõem esta sensação de dualidade existencial. O que de fato é real? Algo palpável, visível, captado pelos sentidos básicos humanos? E o imaginário, existe? Onde existe? Persiste?
Magistralmente apresentado por Bariani Ortencio como uma obra prima, retrato analítico fiel dos aspectos culturais locais que trás como brinde o grito que denuncia o mal trato com a cultura popular goiana, o livro recentemente lançado por Fátima Paraguassú, “Real e Imaginário – Aspectos da cultura popular em Goiás” proporciona de maneira hábil e prática, conhecimento e incentivo artístico-cultural ao leitor.
Confesso que não gostava da disciplina de história no colégio, sempre achei algo muito estático e desnecessário... simples ‘decoreba’. Opinião que sofreu grandes modificações na pouca vivência universitária que trago, considerando principalmente a pretendida formação em jornalismo, que exige conhecimentos específicos e tem uma relação muito próxima à história. De forma que, não sendo um fiel amante do estudo histórico, posso testemunhar o efeito que a obra da querida Fátima pode proporcionar.
Logo após adquirir o livro durante o lançamento junto à autora fui embora e curioso me permiti folheá-lo, surpreendi a mim mesmo quando me peguei lendo já na página vinte. No dia seguinte, sexta, 19, pela manhã conclui a empolgada leitura. Rascunhei anotações pessoais que me permitiriam criticar com sinceridade, no entanto impossível imparcialidade, a obra da ‘nossa’ historiadora, musicista, pesquisadora, poetisa, escritora, artista plástica, empreendedora social e ativista cultural, Aparecida Teixeira de Fátima Paraguassú.
Roberto DaMatta, importante antropólogo brasileiro, estudioso da cultura, discorre sobre o momento em que o Brasil começa a ser reconhecido com seu “B” maiúsculo, e em consonância a este pensamento, de forma intencional ou não, Fátima critica o trato oferecido às questões culturais e destaca que o POVO persiste sim com o orgulho de ser também Brasileiro, Goiano, Santacruzano e preserva na medida do possível os ritos e tradições do modo como sempre foi transmitido de povo à povo através das gerações.
“Aqui era importante!” – Alberto da Paz, ícone da cultura popular local.
O livro estrutura-se de forma muito agradável entre explanações, entrevistas, rememorações, fotos e partituras. Os diálogos que expõe na obra são intimistas e proporcionam uma sensação de irmandade: “Ôa... Ôa... os bois parava e nós descansava”.
Rico na citação de aspectos históricos, folclóricos, políticos, religiosos e éticos, é indicado ao uso em sala de aula por professores de qualquer nível, desde o ensino fundamental até a graduação. Este sim, nos meus recentes tempos de colegial eu teria “curtido” e não mais taxaria a história local como chata.
Como cresci naquela região (sudeste goiano), reconheci minha estória e a de meus familiares antecedentes sendo contada. Vários trechos eram conhecidos meus, mas só após ler o rico conteúdo de “Real e Imaginário” é que os fatos se justificaram historicamente pra mim.
Quando mostrei o livro à minha mãe que está em Palmelo e li alguns trechos o que ela disse foi: “Este livro veio e vai ficar aqui, não vai voltar pra Goiânia com você!” Detalhe: ela é professora da rede pública de ensino e daí seu interesse imediato.
Em outras épocas, se estivéssemos a quarenta anos na época da censura e ditadura militar no Brasil, e eu fosse um censor, esta obra seria totalmente censurada! Sob a justificativa de ferir a honra pública e o governo. – É recheado de denúncias nas linhas e entrelinhas.
Só permanece a gratidão pelo belo trabalho da amiga escritora Fátima Paraguassú, recontando, justificando e analisando os aspectos culturais históricos da nossa região. Este leitura deveria ser obrigatória aos moradores de Santa Cruz de Goiás, Palmelo, Pires do Rio, Orizona, Rio do Peixe, Cristianópolis e Caldas Novas, pelo menos.

Por: João Damasio
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Imperador Cristão: aspectos da cultura popular em Goiás
Registro da vida do mestre Alberto da Paz/AZ de Ouro e tambem o desenrolar da cavalhada mais antiga do estado de Goiás. Voce pode baixar o livro em pdf clicando

Em pesquisa realizada pelo atual Pároco de Santa Cruz de Goiás, Padre Ronam Antonio Silva,de acordo com informação passada por Fátima Paraguassú sobre a origem da cavalhada, foi encontrado documento onde está registrado o pedido do Vigário de Santa Cruz de Goiás (1816), Padre Gouveia de Sá Albuquerque, solicitando ao Padre José Vicente de Azevedo Noronha e Câmera, Vigário Capitular, Procurador, que respondia pela Prelazia de Goiás diante da Coroa e a Santa Sé, permissão para correr Cavalhada nas festividades de Pentecostes, em Santa Cruz de Goiás. Padre Francisco José Gouveia de Sá Albuquerque argumentou o isolamento do povo neste sertão dos Goyases: - “A falta de lazer e divertimento está desviando as almas para as festas profanas nos pagodes e vida mundana” Concedida a autorização, pelo Vigário Capitular, foi apresentada a primeira Cavalhada do Estado de Goiás, em Santa Cruz de Goiás, no Largo da Matriz, onde hoje está a Casa de Câmara e Cadeia, ano de 1816, tendo como primeiro Imperador da Festa do Divino , Padre Francisco José Gouveia de Sá Albuquerque, relembrando a vitória dos Cristãos sobre os “sanguinários” Mouros ( pretos) de origem árabe e religião islâmica que invadiram a Península Ibérica.O Padre trouxe um senhor para ensinar os cavaleiros a arte de encenar as cavalhadas À época, Padre Francisco José Gouveia de Sá Albuquerque, mandou confeccionar o Cetro e a Coroa, de prata pura e a Bandeira do Divino Espírito Santo; e ainda mandou fazer “pãezinhos do Divino”, uma espécie de rosca da rainha, besuntada com calda caramelada de açúcar, que depois de benzida eram distribuídas de casa em casa do vilarejo como gentileza e cortesia do Imperador.
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Registro das palavras e expressões populares
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